Notícias e Destaques Mexendo com a carteira de identidade do câncer

Os avanços no tratamento do mieloma e das amiloidoses foram muito expressivos, com ganhos para os pacientes na avaliação da Dra. Rosane Bittencourt, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ela acompanhou as principais apresentações no ASH 2017 e resumiu de uma maneira muito clara o que significa o uso de anticorpos monoclonais para o tratamento dessas doenças: "é a possibilidade de mexer com a carteira de identidade das células malignas". Os anticorpos monoclonais atacam as células doentes e preservam as sadias. 

A Dra. Rosane afirma que vários estudos apresentados no ASH com o anticorpo monoclonal daratumumabe já aprovado no Brasil confirmaram os benefícios para os pacientes com sobrevida e melhor qualidade de vida. "Agora estamos acompanhando estudos da ação de um novo anticorpo monoclonal que interrompe o desenvolvimento do mieloma e de outras síndromes. É o medicamento Elotuzumabe que está sendo submetido para aprovação na ANVISA", explica. 

O ASH mostrou que o estudo molecular é fundamental para conhecimento dos diferentes tipos de câncer. "Estamos cada vez mais conhecendo melhor as vias para caminhar na direção dos alvos certos e eliminar a fonte causadora da doença", frisa.