Notícias e Destaques Cura para mieloma pode estar próxima

O ASH 2017, congresso organizado pela American Society of Hematology encerrado na última terça-feira (12) em Atlanta-EUA, reuniu os maiores hematologistas do mundo e apresentou o que há de mais relevante no tratamento de doenças ligadas ao sangue.  

Quanto ao mieloma múltiplo, não param de surgir novidades: o congresso trouxe trabalhos de grande importância a respeito de novas drogas que estão sendo desenvolvidas e testadas, e que apresentam resultados extremamente satisfatórios.  

“Um dos trabalhos mais importantes apresentados no congresso foi sobre o uso de anticorpo monoclonal Daratumumabe que, pela primeira vez, foi a opção para pacientes recaídos. Outro destaque foi o estudo que acrescentou Daratumumab ao Velcade, Melfalano e Prednisona, comparando com Velcade, Melfalano e Prednisona, que mostrou um resultado excelente, deixando evidente como essas novas drogas devem ser usadas também em primeira linha”, comenta Vânia Hundria, hematologista e diretora técnica do International Myeloma Foundation (IMF). 

Pretende-se, com os estudos desenvolvidos, melhorar ainda mais os resultados obtidos para o tratamento de pacientes com mieloma múltiplo. O congresso, nesse sentido, aponta para um cenário otimista. “Acreditamos que o que vai garantir uma sobrevida longa aos pacientes com mieloma múltiplo é tratá-los com as melhores drogas em primeira linha. Tendo as melhores respostas com essas novas drogas, eu acho que vamos, em pouco tempo, falar sobre a cura da doença”, afirma Vânia. Vários resultados de estudos clínicos com novas drogas em combinação com as drogas tradicionais foram apresentados no Congresso com ganhos de sobrevida e de qualidade de vida.