Histórias de Pacientes Cleide
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Sempre achei que venceria o mieloma"

No final de 2012, comecei a sentir fraqueza e muito sono diariamente, em novembro por conta de uma catapora, descobri uma anemia severa e fui encaminhada para o hemalogista. Ele passou vários exames e em janeiro de 2013 descobri o Mieloma já avançado, estava com 49 anos. Minha ficha não caiu, só pensava que precisava fazer o tratamento seguindo tudo o que meu médico recomendava. Comecei a quimioterapia e começou a parte mais difícil, quando nossa rotina muda, ficamos debilitados e reagindo aos sintomas do tratamento. Em maio, meu marido que nunca havia ficado doente faleceu. E nessa hora a caminhada se tornou mais difícil, mesmo assim sempre em meus pensamentos focados a melhorar logo, como meu médico falava: "Mieloma não tem cura, mas lembra que pressão alta, diabetes também não tem".

No período do tratamento não vou negar que me sentia frágil, com auto estima la embaixo, mas sabia que tudo tinha chances de passar e melhorar para que pudesse retomar minha rotina e foi isso o que aconteceu, fiz o transplante e hoje só faço exames de rotina. Sou grata por tudo que passou e por ter tido a chance de me reerguer.

Esperei meu cabelo crescer e agora fiz doação para mulheres que assim como eu ficam com problemas de auto estima por conta do câncer.

E lembrem-se, nada é...tudo está. O momento pode estar triste, mas ele não é assim, a cada dia, uma nova chance de vencer.

 

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