Histórias de Pacientes Renata
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Sou Renata, tenho 3  filhos e 49 anos trabalhando com vendas. Tudo começou quando estava grávida  de 4 meses, em 2001. Fui ao ginecologista, pois meu nariz  estava sangrando muito, ele me encaminhou para um otorrinolaringologista, passei por consulta ela observou  um nódulo. Como neste  hospital  não  tinha  suporte, me encaminhou para Unicamp. Passei no otorrinolaringologista de lá, e no mesmo dia fiz a biopsia. Depois de um mês  o resultado:  eu estava  com mieloma múltiplo e fui encaminhada para a área de hematologia. Quando  saiu o resultado  da biópsia,  por incrível  que pareça, eu já  desconfia  que não  era algo  normal,  senão, não estaria ali mas com eu estava  grávida  fiquei preocupada  com meus filhos. Os médicos  decidiram  esperar  a gravidez  para começar  o tratamento, enfim fiquei internada 1 mês até  meu filho nascer, prematuro de 34 semanas.

Amamentei  3 meses e já comecei a fazer radioterapia. Foram 27 sessões,  depois quimioterapia  durante  6 meses, ciclo de 5 dias por semana, aí depois  de 20 dias começava  de novo a medicação. Eu me lembro  que ficava  6 horas por dia durante  uma semana  tomando medicação vad, terminado o ciclo  fiquei  bem  uns 2 anos.

Mas logo apareceu  de novo  o tumor,  no mesmo lugar. Aí então precisei fazer cirurgia. Passado  3 anos bati o dedo polegar direito e começou inchar. Fui no pronto-socorro, tiraram um raio- X, o médico  falou  que não  era nada grave tomei um antiinflamatório. Porém, o meu dedo  começou  a piorar e  passei em outro  médico.

O médico pediu novamente o raio-X  e me mandou direto  para um ortopedista. Resultado: lesão  lítica  gravíssima. Tive que retirar uma parte  do osso  da perna  direita  para  fazer enxerto no dedo. Ocorreu  tudo bem, conforme  o esperado. De lá  pra cá usei talidomida, mas não fico bem com esse medicamento.  Fiz tratamento  com zometa durante 2 anos e hoje  não  faço  uso  de medicamentos para a doença, só  controle  com hematologista  e otorrinolaringologista.

Tive muito medo de morrer,  mas sempre pedia a Deus  que eu pudesse  ver meus filhos  crescerem e ele me ouviu. Hoje, eles estão criados e isso me faz realizada. Quanto  a doença  sei que é  crônica então  não  fico pensando muito. Procuro ter uma vida normal, faço caminhada, dança,  enfim procuro ter uma alimentação  saudável. Não faço  planos  futuro, deixo  a vida  seguir  seu rumo sempre  agradecendo todos  os dias.

 

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