Histórias de Pacientes Antônio Carlos
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Eu me chamo, Antônio Carlos, tenho 60 anos. Estou recém-transplantado e esse mês completei 6 meses e 3 dias de uma nova vida. Iniciei o tratamento aqui em São Luís, no Hospital Aldenora Bello, o que temos como referência aqui no Estado. Meu drama começou em 2015, mais precisamente em fevereiro. Sempre tive uma vida saudável, pratico atletismo, adoro correr e jogar futebol, essa é a minha paixão. Um belo dia comecei a sentir dores e mais dores na região pélvica e busquei um profissional da área. Um ortopedista, o mesmo após a avaliação, pediu que fizesse um raio-X e assim foi feito o exame. Depois de analisar o mesmo, me foi dado um diagnóstico de artrose e, assim comecei o tratamento por 5 longos meses. No dia 9 de julho de 2015, ao deixar meu filho em uma escola de natação, senti uma dor insuportável e a minha perna travou. Não sentia nada. Fui levado para o Hospital do Servidor do Estado, do qual faço parte, pois sou funcionário público estadual. Depois de algumas avaliações médicas, fui fazer uma tomografia para saber a origem de tudo. A surpresa, foi que estava com a bacia fraturada. Questionamento daqui, dali e de todos os lados, como eu havia fraturado a bacia! Fiz mais 3 tomografias e a última foi feita com contraste e acusou, uma massa. Foi pedido uma ressonância e uma cintilografia, onde após as avaliações dos médicos, me foi pedida uma biópsia. Feita a mesma, me foi dado o diagnóstico de um Mieloma Múltiplo,  com 10 cm e foi assim que começou a minha história. A minha esposa, perguntou ao médico quanto tempo de vida eu teria a partir daquele momento e, o mesmo disse que não poderia prever, pois teria que fazer sessões de quimioterapia e conforme o resultado teria que fazer radioterapia. Minha esposa perguntou  como ficaria a minha perna, já que estava fazendo 39 dias e a mesma continuava travada. Ele disse que não poderia fazer nada e que uma cirurgia daquele porte seria impossível e que 50% dos pacientes poderiam morrer na mesa de cirurgia e que os outros 50% poderiam amputar um membro ou perder os movimentos inferiores. Aquilo foi o desastre total...minha esposa, começou a chorar, a minha filha também e olhava todos e sorria. Foi quando eu falei para o Dr.c :  quer dizer que não tem jeito, ele me olhou e disse: “Tem tratamento, cura não”. Foi sugerido outros centros de referência em relação a minha perna. Ele foi categórico em dizer que lá teríamos 15 profissionais para um paciente e aqui vai ser o inverso. O resultado é o mesmo. Olhei minha esposa e filhos agarrados, chorando copiosamente e disse, não quero choro, a partir de hoje só quero alegria. E para o médico, disse: Dr. se Deus me der mais um dia de vida, a partir desse momento, eu sou  cara mais feliz do mundo. Vou pedir a Ele que quero viver, mas, que seja feito à sua vontade.

Fiz 13 sessões de radioterapia, um ano quimioterapia em casa tomando genuxal, talidomida, dexametasona,  e uma vez por mês fazia o zometa. Depois de um ano fui encaminhado para o Hospital Amaral Carvalho em Jaú-  SP.

Com uma equipe médica maravilhosa, não só os médicos, mas os técnicos em enfermagem, atendentes, administrativos e o pessoal de apoio. E sem falar, nas casas de apoio destinadas aos pacientes e acompanhantes.

No dia 29 de outubro fiz o procedimento e após o retorno fiz um exame de rotina como é de praxe. O resultado em 10 000 000 de células coletadas foi encontrado um resíduo de 0,01. Eu sou autólogo e a previsão de retorno está marcado para o dia 02 de agosto de 2017. Ainda tem mais informações da minha história, tem a minha FÉ … e de todos os amigos que me confortaram nessa caminhada. Garanto que é emocionante!.  

Abraços,

Carlos

 

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